A defesa da autoridade apostólica de Paulo
Aldilene Vidal Oliveira Serra*
Autoridade é o direito de decidir ou de dar ordens. Contudo, Deus é a
fonte da autoridade do líder é o poder legítimo. A autoridade espiritual que recebemos de Deus é evidenciada através de sinais e características presentes em nossa liderança e ministério.
Esses sinais são manifestos: em nossa vida espiritual, em nossa vida moral, em nossa atividade de liderança ou ministerial. Sem estes traços em seu caráter e personalidade, o líder cristão terá a sua autoridade comprometida.
Duas coisas contribuíram para que Paulo tivesse constantemente a sua autoridade apostólica questionada: O fato de não ter andado com Jesus e entre os doze apóstolos, e a sua mensagem e ensino, que escandalizava os cristãos judeus mais tradicionais. O apóstolo Paulo não apenas citava o que era e já tinha realizado, mas continuava íntegro em tudo e realizando grandes obras.
A autoridade espiritual e ministerial é sustentada e mantida com base no desejo de buscar e fazer a vontade de Deus. Está fundamenta em nossa obediência ao Senhor. A maioria da igreja em Corinto e era submissa à autoridade apostólica de Paulo, mas, havia um número pequeno de irmãos contrários à Paulo que seguiam os falsos apóstolos, e é a esse pequeno universo que Paulo direcionava sua mensagem.
Paulo honrava aquela igreja, mas falou duramente à minoria em rebelião. O apóstolo precisou confrontá-los apresentando suas credenciais apostólicas: comissionado por Deus; agia com santidade, sinceridade e dependia somente de Deus; falava sinceramente; entre outras.
Em suas cartas, Paulo se abria a tal ponto que poucos se disporiam a fazê-lo, e em assim fazendo dá a impressão de um homem sincero ao máximo. Assim como o apóstolo, somos apenas frágeis seres humanos, mas não necessitamos de planos e métodos humanos para ganhar nossas batalhas, pois temos a nossa disposição, poderosas e efetivas armas de Deus contra as astutas ciladas do diabo.
Paulo tinha certeza dos perigos que cercavam a igreja coríntia com a presença de falsos apóstolos introduzindo falsos ensinamentos. Contudo, sabia que nesta guerra espiritual somente teria vitória com oração, obediência e a contínua proclamação da poderosa Palavra de Deus.
As atitudes dele refletiam a sua pregação. Ele vivia o que pregava e pregava o que vivia. E isso lhe dava autoridade para combater de forma enérgica e dinâmica aqueles que se opunham ao seu ministério.
Paulo recomenda que nosso padrão de medida deve ser o Senhor e não os outros. Diante da atitude de Paulo de aconselhar os Coríntios para que o padrão a ser seguido seja o de Cristo e não dos homens, ele reconhece que os homens falham e Cristo é a perfeição a ser seguida. No final Paulo ainda aconselha a buscarmos o reconhecimento divino, e não humano.
Precisamos urgente nos revestir-mos do Espírito, orando e vigiando, para não entrar em tentação, devemos ter consciência que essa batalha é real, se ignorarmos essa realidade já estamos perdendo, pois essa é uma estratégica maligna, que temos que lutar com nós mesmos.
Autoridade é para ser utilizada na hora, momento e proporção certa, pois, somos investidos de autoridade espiritual para servir e edificar.


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